Supremo revê bloqueio de VPNs e mantém multa para acesso à X
Agência Brasil
Decisão de Moraes visa minimizar impactos a empresas e usuários
Na última sexta-feira, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), tomou a decisão de suspender o bloqueio de aplicativos de VPN, que permitiam acesso a sites restritos, incluindo a rede social X.
A decisão inicial de bloqueio estava atrelada à suspensão da rede social, ligada ao bilionário Elon Musk, e tinha como objetivo evitar possíveis transtornos para outras empresas. Moraes deixou claro que a intenção era evitar danos irreversíveis enquanto aguardava a manifestação das partes envolvidas no processo, incluindo a empresa X Brasil Internet LTDA.
O ministro reafirmou que a multa diária de R$ 50 mil para quem utilizasse uma VPN para acessar a X permanece. Ele justificou a suspensão por desistir do bloqueio, citando o Marco Civil da Internet, que determina que empresas devem ter representação no Brasil e cumprir ordens judiciais sobre a retirada de conteúdos considerados ilegais.
Moraes ainda argumentou que Musk havia retirado a empresa do Brasil com a intenção de não cumprir as decisões do STF, evidenciando que a manutenção da empresa nacional era uma forma de garantir respeito às ordens judiciárias que pautam a democracia.
A suspensão ocorreu após o término do prazo de 24 horas dado ao bilionário para indicar um novo representante legal no país, o que aconteceu às 20h07 da quinta-feira (29).
A decisão do ministro Moraes sinaliza uma tentativa de equilibrar o acesso à informação por meio de VPNs e a necessidade de conformidade com as normas jurídicas brasileiras. O caso nos relembra da importância de um jornalismo crítico e da vigilância sobre o uso das tecnologias no Brasil, que deve ser sempre acompanhado de responsabilidade e ética.



